As melhores rotas para uma escapadela enoturística

Enoturismo para uma escapadela de outono / pixabay.com/es/users/photomix-company-1546875/
Enoturismo para uma escapadela de outono / pixabay.com/es/users/photomix-company-1546875/
25 setembro 2019, Redação

Normalmente, associamos o vinho a momentos relaxantes e a um jantar tranquilo com a nossa família ou amigos, certo? Mas, podemos também começar a associá-lo às nossas escapadelas de turismo rural, transformando-as em escapadelas de enoturismo.

Aceita o desafio e aprende mais sobre a cultura do vinho, pondo à prova os teus sentidos de paladar e olfato. Cada uma das rotas que te apresentamos oferece tradições, paisagens e aspetos culturais típicos e singulares que derivam de uma personalidade própria. Prepara-te para descobrir todas estas nuances com a ajuda de bons vinhos!

Rota do Vinho Penedès

Vinhas em Penedés / flickr.com/photos/angela_llop/
Vinhas em Penedés / flickr.com/photos/angela_llop/

As horas de sol e a influência do Mediterrâneo fazem de Penedès um território amplo (ocupa parte das províncias de Barcelona e Tarragona) e aberto, totalmente privilegiado para o cultivo da vinha.

A região é dominada pela produção do que muitos consideram ser o melhor cava do mundo, mas os vinhos brancos da região também são muito famosos. São vinhos aromáticos, com pouco corpo e portanto muito leves, mas de excelente qualidade.

Atualmente, a maioria das adegas utiliza barricas de carvalho, porém existem ainda alguns enólogos que se mostram relutantes em abandonar o sabor dado pelas barricas de castanha e acácia.

Rota do Vinho da Rioja Alta

Adegas na Rioja Alta / riojalta.com/
Adegas na Rioja Alta / riojalta.com/

 Esta rota tem o vinho tinto como bandeira e a cidade de Haro como "capital". É uma aldeia que conserva parte do seu charme medieval, tal como outras cidades próximas, como por exemplo Briones.

Esta zona da Rioja Alta concebe o vinho não só como um produto, mas também como um padrão social e cultural, que pode ser observado nas suas festas e tradições, que giram em torno do mesmo.

É muito importante escolher a época do ano na qual visitar a região: o outono e a primavera são, sem dúvida, os períodos do ano durante os quais poderás desfrutar mais das paisagens oferecidas pela Rota do Vinho da Rioja Alta.

Rota do Vinho Verde

Vinho verde / flickr.com/photos/lanier67/
Vinho verde / flickr.com/photos/lanier67/

O vinho verde, único no mundo, é uma excelente razão para descobrir a região noroeste de Portugal. Nesta rota, encontrarás 34.000 hectares de terra fértil e rica, numa área que tem sido tradicionalmente conhecida como "entre o Douro e o Minho". É uma paisagem de cor predominantemente verde e a sua "capital" é Ponte de Lima, com montanhas e vales repletos de vinhas.

Independente de que escolhas um vinho branco ou tinto, verás que este é um vinho muito leve, especialmente aromático, que é bebido fresco e que acompanhará perfeitamente peixe ou marisco.

Rota do Vinho de Rías Baixas

Uvas na Rota do Vinho de Rías Baixas / beberiasbaixas.com/
Uvas na Rota do Vinho de Rías Baixas / beberiasbaixas.com/

As Rías Baixas são um verdadeiro mosaico de tons azuis e verdes. Terras com temperaturas amenas, caráter atlântico e vegetação exuberante onde foi construída uma grande tradição vitivinícola.

Estes 3.600 hectares no sudoeste da Galiza fizeram do Albariño a sua melhor carta de apresentação. Embora a sua origem não esteja totalmente clara, diz-se que o Albariño chegou a estas terras no século XII, mas que em nenhuma outra parte do planeta atingiu a qualidade que se produz em Rías Baixas.

A combinação deste grande vinho com a gastronomia da região (não só o famosos marisco, mas também queijos, legumes, frutas...) elevará o teu paladar a um novo nível de sabor.

Rota do Vinho de Jerez

Rota de Vinho de Jerez / http://www.sherry.wine/
Rota de Vinho de Jerez / http://www.sherry.wine/

O vinho de Jerez, o sherry internacional, é um dos produtos espanhóis mais reconhecidos no mundo e, como não podia deixar de ser, Jerez de la Frontera é a capital desta Denominação de Origem. A cidade consegue combinar os tablaos flamencos, espetáculos equestres, monumentos de diferentes culturas e religiões e, claro, produções vinícolas do famoso vinho de Jerez.

As adegas de Jerez, quer devido à sua fraca luminosidade, à sua majestade ou à sua arquitetura peculiar, converteram-se em verdadeiros santuários onde o tempo é venerado.

A rota estende-se por várias zonas de Cádis e tem uma profunda tradição enológica, que vai desde os vinhos mais secos como o Fino, a outros licores generosos como o Manzanilla ou a doces naturais como o Moscatel.

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