Quero uma casa maior: devo vender e comprar ou arrendar?

Quero uma casa maior: devo vender e comprar ou arrendar? / Gtres
Faz a decisão certa na hora de mudar de habitação / Gtres
12 setembro 2019, Redação

Antes, quando compravas uma casa, esta era para toda a vida. Hoje em dia, por situações pessoais e diferentes etapas da vida laboral, muitos se deslocam de um lugar para outro.

Por esta razão, quando chega a hora de ampliar família ou quando esta cresce mais do que o esperado, surge a necessidade de mudar de casa. Se, nessa altura, ainda vivemos em arrendamento, temos de decidir entre procurar uma nova casa para arrendar ou apostar por comprar. No entanto, a situação muda se já comprámos uma casa e precisamos de uma mudança. O que é melhor nestes casos? Vender a casa e comprar uma maior ou arrendar a nossa casa e apostar por arrendar uma nova? Vamos esclarecer isto com um exemplo.

Vender a casa e comprar uma nova

A Ana comprou uma casa alguns anos depois de começar a trabalhar. Vivia sozinha e decidiu que um apartamento de dois quartos, em Madrid, seria suficiente para ela. No entanto, com o passar dos anos, casou-se e teve uma filha. Agora, vivem três pessoas na sua unidade familiar e estão à espera do seu próximo filho. Por esta razão, a Ana e a família estão à procura de uma nova casa, que terá de estar perto da sua, pois têm a escola da filha está nessa mesma zona. Com os preços atuais do mercado imobiliário, a Ana poderia vender o seu apartamento (que ela já terminou de pagar) por cerca de 180.000 euros. Por outro lado, a propriedade na qual está interessada tem um preço 100.000 euros mais elevado do que a sua casa atual, ou seja, 280.000 €.

Se a Ana vender a sua casa e decidir comprar uma maior, terá de pedir um empréstimo de 100.000 euros, uma vez que conseguiria 180.000 euros pela venda da sua primeira casa. No entanto, comprar um apartamento novo requer uma série de despesas. Especificamente, para este caso, o montante das despesas relacionadas com a compra da nova casa seria de quase 30.000 €, que são divididos em: 28.000 euros para os impostos (10% sobre o preço do imóvel), cerca de 830 euros para o notário, 590 euros para o registo e 450 euros para a agência. Além disso, terá que enfrentar os custos de constituição do crédito habitação, que serão um pouco superiores a 800 euros (305 euros de avaliação, 500 euros para a comissão de abertura e 27 euros para verificação de registo).

A tudo isso, teríamos que adicionar os juros que pagará pelo empréstimo (crédito habitação a uma taxa fixa de 1,7% para 15 anos), que ascendem a mais de 13.000 euros. Além disso, a venda da casa não será gratuita e Ana deverá pagar a mais-valia municipal, que variará em função da área na qual está localizado o imóvel e do número de anos durante os quais esteve em propriedade. No entanto, como vai investir o dinheiro da venda numa casa nova, não terá que pagar impostos sobre os rendimentos (IRPF).

Arrendar a casa e apostar pelo arrendamento

Mas, e se a Ana optar pela opção do arrendamento? Uma vez que ela e a sua família querem continuar a viver na mesma zona, mas numa habitação maior, a taxa de arrendamento será superior à que receberão pelo arrendamento da sua própria casa. Especificamente, Ana poderia arrendar o seu apartamento por 800 euros, enquanto que o novo arrendamento custará 1.300 euros. Por outras palavras, terá de contribuir com 500 euros do seu bolso todos os meses. Pelo contrário, a prestação do empréstimo habitação, para este caso específico, seria de cerca de 630 euros. Ou seja, mesmo tendo em conta todas as despesas da venda do apartamento anterior e da compra do novo, os pagamentos mensais do crédito habitação seriam mais caros que o arrendamento.

Em termos de custos, a renda parece ser mais favorável para a Ana. No entanto, para saber se a operação é rentável a longo prazo, terá que ter em conta a reavaliação de ambas as casas no futuro, que obviamente seria maior na nova casa (embora fosse necessário subtrair tudo o que foi gasto durante a compra e os juros do empréstimo).

Neste caso, se estimarmos uma reavaliação anual de 2% para ambos os imóveis, após 20 anos o primeiro terá um valor de 252.000 euros e o segundo de cerca de 342.000 euros (depois de deduzidos os juros de crédito, custos de compra e mais-valias municipais provenientes da venda do primeiro imóvel).

Mas o que é que teria acontecido se, em vez de comprar aquela segunda propriedade, tivesse investido o montante gasto com a venda durante esses 20 anos? Se ela tivesse investido esse equivalente (cerca de 50.000 euros) na bolsa sem fazer contribuições extras, Ana poderia ter obtido cerca de 118.000 euros, adotando um perfil moderado. Este montante, somado ao da sua antiga casa, dar-lhe-ia um valor total de cerca de 370.000 euros, pelo que, neste caso, teria sido melhor arrendar. No entanto, se Ana tivesse adotado um perfil conservador para não correr riscos, o lucro de seus investimentos teria sido de cerca de 60.000 euros que, somado ao valor de sua casa, lhe daria cerca de 312.000 euros, de modo que a opção de vender e comprar teria sido mais rentável.

Preparado para encontrar a casa dos teus sonhos?

Preparado para encontrar a casa dos teus sonhos?

Encontra casas à venda e em arrendamento a largo prazo no idealista